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Celorico da Beira, vila de fundação antiquíssima, é atribuída a sua origem aos túrdulos, 500 a.c. ou de mais recente fundação, foi edificada por Brigo, em 1890 a.c. Habitada por diversos povos romanos, godos e árabes, foi palco de diversas lutas, ora dominado, ora dominador, num lugar glorioso do passado. |
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A origem do seu nome não é clara, crendo uns que a sua designação é pertença do seu fundador, Brigo, que fundou Celiobriga. Outros pelo contrário, dizem que o nome de Celorico advém das suas antigas designações Solo Rico ou Zelo Rico ou Celo Rico ou Céu Rico em referência á fertilidade do solo, fidelidade das suas gentes ou da agradável paisagem.
Conquistada aos Mouros, no reinado de D. Afonso Henriques, D. Mourinho Dola, seu primeiro Alcaide, |
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foi assediada várias vezes pelos castelhanos, tendo sido uma delas em 1189, quando era Gonçalo Mendes seu alcaide – mor, irmão do alcaide de Linhares da Beira, facto que ficou presente nas armas das duas vilas. |
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Em 1246, Celorico fiel a D. Sancho II, foi também cercado por D. Afonso III, que quase tomava a praça pela fome, não fosse a astúcia do alcaide Fernão Rodrigues Pacheco.
Constituindo uma das três freguesias da zona Urbana de Celorico, outrora designada Nossa Senhora da Guia, Santa Maria domina a parte mais antiga da vila, com o seu imponente Castelo, zona histórica e a margem do rio Mondego. |
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A Freguesia de Santa Maria oferece ao visitante, um conjunto de casas e ruas dispersas em redor do seu Castelo, que fazem recordar os tempos antigos de batalhas e fortificações gloriosas, na defesa do território.
Rica pelo seu património edificado e cultural, podemos recordar nas suas gentes e oficinas abertas para a calçada, profissões antigas mas com graves problemas de herdeiros, como o latoeiro e o alfaiate. |
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O Largo de Santa Maria rodeia o visitante de uma beleza ímpar, na fachada da sua Igreja, na sua casa brasonada, ou ainda na sua Torre do Relógio. |
Gozando de maravilhosa paisagem para o rio Mondego, vê-se ao fundo, no vale, a Ponte da Lavandeira, local de grande beleza, propício ao lazer, à contemplação da Natureza e à pesca.
Nesta Freguesia e graças à importante acção da voz do povo que vai transmitindo as lendas e histórias de geração em geração, mantêm-se vivas algumas. |
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“Em 1246, Celorico fiel a D. Sancho II foi cercado por D. Afonso III. Estando a guarnição e habitantes perdidos pela absoluta falta de alimentação, passou uma águia levando nas garras uma truta que largou a meio da praça. Esta foi imediatamente enviada de presente pelo governador Fernão Rodrigues Pacheco ao Conde de Bolonha que, julgando ser aquele peixe uma pequena amostra do que existia dentro da praça levantou o cerco e seguiu o seu destino”. |
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